Seguidores

TRADUTOR

CIPRIANO NEM BRUXO NEM SANTO APENAS UM SERVO DE DEUS

CIPRIANO NEM BRUXO NEM SANTO APENAS UM SERVO DE DEUS
CAPA DE LUZ - CLIQUE NA IMAGEM

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

SÃO ROQUE GONZALEZ – SANTO AFONSO RODRIGUEZ- SÃO JOÃO DE CASTILLO – CACIQUE ADAUTO MÁRTIRES


Estes mártires do Cristianismo, representantes da Igreja Católica, tiveram seus destinos marcados pela enorme fé que sentiam, pelo amor ao próximo e por isto ensinarem foram martirizados e mortos, os três jesuítas foram canonizados, o Cacique Adauto na época foi esquecido, mas há muito existe o pedido para a sua canonização, pois foi martirizado e morto pela fé cristã que trazia dentro de si.

Vamos seguir a trajetória destes quatro mártires, cujos destinos se encontraram na região do rio da Prata.


Versando sobre SÃO ROQUE GONÇALEZ

Roque Gonzalez nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576. Seus pais eram espanhóis. Mostrava tanta bondade e devoção na adolescência que todos estavam convencidos que um dia abraçaria a vocação sacerdotal, o que se deu quando completou 23 anos de Idade.

Já nos primeiros anos de sacerdócio dedicou-se zelosamente pela evangelização indígena, de forma que, diária e continuamente,  visitava os povoados mais distantes para catequizar os índios.

Ao completar 33 anos decidiu entrar na Companhia de Jesus, pois se sentiu fortemente impulsionado a trabalhar como missionário.  Os padres jesuítas haviam fundado no Paraguai algumas colônias de indígenas que se fizeram muito famosas em todo mundo. As chamaram "Reduções", que se diferenciavam das tribos de outros países, pela exemplar organização em aplicar os meios adequados de evangelização católica, dentro de uma estrutura que ampliava a educação e as necessidades cotidianas dos indígenas sob sua tutela espiritual. Os padres Jesuítas os tratavam como verdadeiros filhos de Deus, protegendo sua dignidade com enorme respeito e carinho.

Nessas missões se respeitava muito a lei de Deus e  se  obedeciam as leis civis;  cada um tratava aos demais como se fossem irmãos. Os índios aprendiam a lavrar a terra com técnicas agrícolas e praticavam trabalhos manuais e industriais.  Tudo era  um cooperativismo bem organizado, porque reinava principalmente a abundância espiritual que o povo indígena assimilou rapidamente, ou seja, as verdades divinas.

Nessas reduções o Padre Roque Gonzalez  penetrou em certas regiões de mata virgem do Paraguai. Trabalhou por 20 anos, enfrentando com paciência e  confiança a toda classe de dificuldades e perigos, dirigindo nesse período cerca de seis Reduções de indígenas. Muitas vezes o perigo provinha de  tribos totalmente selvagens que atacavam e outro perigo era de colonos europeus que queriam escravizar os índios,  porém, os jesuítas não o permitiam.  Por isso, Padre Roque exercia uma enorme influência sobre os índios, que o veneravam como a um verdadeiro santo.

Versando sobre SANTO AFONSO RODRIQUES

Afonso Rodrigues, que nasceu Alfonso Rodriguez, na cidade de Zamora a 10 de março de 1598, foi um sacerdote jesuíta espanhol.

Estudou em Salamanca, onde ingressou na Companhia de Jesus, sendo mandado para Villagarcía como noviço. Ali se ofereceu para trabalhar nas missões do Novo Mundo, embarcando para a América em 2 de novembro de 1616, junto com mais 37 companheiros, dentre os quais estava o padre Juan del Castillo. 

Após viagem cheia de perigos, aportaram na Bahia e logo seguiram para Buenos Aires, aonde chegaram em 15 de fevereiro de 1617, decidiu continuar seus estudos em Córdoba, onde também lecionou, em fins de 1623 ou início de 1624 foi ordenado, sendo designado para a evangelização dos índios guaicurus, ficou entre eles oito meses, passando depois para a redução de Itapuã.

Versando sobre SÃO JOÃO DE CASTILHO (SÃO JUAN DEL CASTILLO)

Juan del Castillo (ou João de Castilho), foi um sacerdote jesuíta e missionário, nasceu em 14 de setembro de 1595, em Belmonte, Espanha, de família nobre. Recebeu educação no colégio jesuíta e depois na Universidade de Alcalá, onde cursou Direito. Seu ingresso na Companhia de Jesus se deu em 1614. Entrando em contato com o padre João Viana, entusiasmou-se com a perspectiva de ir evangelizar a América, e ofereceu-se como missionário.

Viajou em 1616 com outros 37 companheiros para Buenos Aires, continuando seus estudos na Argentina e depois no Chile. Foi ordenado em 1625. Seu trabalho de catequese dos índios começou na redução de São Nicolau.

Versando sobre o CACIQUE ADAUTO

Não se tem registro do real nome do cacique que se tornou cristão através da ação de São Roque Gonçalez na redução de Caaró, sabe-se que era sogro do cacique Quarobai, foi-lhe dado o nome de Adauto que quer dizer  acrescentado, pois foi acrescentado por Deus aos companheiros no martírio.


MORTE DOS MÁRTIRES:

Em 1628,o jesuíta  Roque Gonçalez funda no noroeste do Rio Grande do Sul, em primeiro de novembro, juntamente com o jesuíta Afonso Rodrigues,  a redução de Caaró. 

Próximo dali o jesuíta Juan del Castillo havia fundado a redução de Pirapó onde fazia um excelente trabalho, tendo ganho a confiança dos índios tendo catequizado há muitos.

Aconteceu, que um curandeiro, o bruxo dos indígenas, se deu conta que a influência dos Padres Jesuítas estava reduzindo o número de índios que o procuravam, devido ao serviço de evangelização, que rapidamente esclarecia os índios na fé e na sabedoria cristã. Aos poucos iam abandonando as crendices, enganos e mentiras.  Por causa disso, decidiu arquitetar um plano para vingar-se e pôr termo àquela situação. Assim, reuniu um grupo de índios selvagens e com eles atacou primeiramente a redução de Caaró.

Quando o curandeiro e seus sequazes chegaram, estava o Padre Roque González tratando de erguer um sino à torre da capela. O assassinaram ali mesmo, a golpes de marreta. Ao ouvir o tumulto, o Padre Afonso Rodríguez saiu de sua choupana e imediatamente os índios também o assassinaram mediante golpes. Em seguida atearam fogo à capela e quando estava tomada de chamas, lançaram a ela seus cadáveres. Era 15 de novembro de 1628.

Um velho cacique guarani, ali tombou mártir ao defender energicamente São Roque Gonzalez e Santo Afonso Rodrigues, que tinham acabado de ser brutalmente assassinados por índios contrários à fé católica.

Um dos mais importantes depoimentos foi o do Pe. Antônio Ruiz de Montoya, colega e contemporâneo de São Roque Gonzalez. Não presenciou os acontecimentos de Caaró, mas foi testemunha auricular de todo o ocorrido, isto é, ouviu o que contaram as numerosas testemunhas:

"Um venerável ancião, cacique entre os principais, a quem o amor de ser cristão retinha, repreendeu os culpados daquele crime atroz e fê-lo com palavras graves e frontalmente diretas, expondo-lhes a afabilidade, o amor e as dádivas, sendo a maior delas a da fé cristã, com que pretendiam enriquecê-lo os padres. A ira e o furor perderam o respeito às veneráveis cãs, sendo que o cercaram e com golpes cruéis o deixaram morto.

Ditosa a sua morte, pois com intrepidez cristã, numa ocasião de perigo tão evidente de sua vida, tomou partido pela verdade cristã e, como julgamos, não sem impulso sobrenatural da fé" (Dom Estanislau KREUTZ, Santos Mártires das Missões, p.53).

Aconteceu que depois de matarem os dois jesuítas e o velho cacique que os defendera, os índios sob o comando do curandeiro foram até a redução próxima e ali dois dias após em 17 de novembro de 1628 assassinaram o jesuíta Juan del Castillo ( João de Castilho) da mesma forma que os outros.

São Roque Gonzalez, Santo Afonso Rodriguez e São João de Castilho, foram beatificados em 1934 e canonizados pelo papa João Paulo II em 1998.

 Existe um processo pedindo a canonização do cacique Adauto, ele é considerado mártir tanto quanto os outros, deu a vida defendendo a fé Cristã, a igreja Católica, seu batismo foi feito com sangue, mas infelizmente o processo está parado, a arquidiocese de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul tem trabalhado para isto.


São Roque Gonçalez não se 
separava desta imagem.


fontes: SANTOS DO BRASIL 



terça-feira, 2 de setembro de 2014

VIDA DE SANTA EMA DA SAXÔNIA



19 de Abril

Ema da Saxônia morreu em 19 de abril de 1040. No mosteiro de São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, conserva-se uma relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta.

Ela, de origem alemã, nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco, bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada em matrimônio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total dedicação às obras de caridade.

"A mulher estéril", diz a Bíblia, "será mãe de muitos filhos." Assim foi com Ema. Generosa nas doações e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma, procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica.

Ela, entretanto, potenciou sua fecundidade espiritual e administrou seu patrimônio em benefício dos pobres e órfãos por meio das instituições assistenciais. Quarenta anos depois, por ocasião de sua morte, ela já não possuía mais nada neste mundo, tendo transferido, por sua caridade, seus bens ao tesouro do paraíso, onde, no dizer de Jesus, "As traças e a ferrugem não consomem, nem os ladrões roubam" (Mt 6,20).

A escolha de Ema não foi uma fuga perante as responsabilidades familiares, mas uma opção em favor de um serviço mais amplo aos necessitados, em nome de Jesus Cristo, que nos deixou o exemplo de dar sua vida pela salvação dos seres humanos. Aliás, o apóstolo Paulo louva a opção das viúvas que se dedicam unicamente ao Senhor e ao serviço comunitário da diocese, de tal modo que, nos primeiros séculos do cristianismo, existia uma espécie de associação de viúvas que trabalhavam distribuindo as esmolas dadas aos pobres pela Igreja.

Ema havia escolhido esta maneira de servir a Deus, a mais difícil e rara. Sua mão se conservou intacta, nove séculos e meio após sua morte, sem dúvida como um sinal certo da sua mais característica virtude: a generosidade.

Esta verdadeira serva de Cristo auxiliou o seu esposo celestial com a oração e a caridade, merecendo a devoção não de um marido, mas de milhões de cristãos. A Igreja a declarou santa e oficializou o seu culto público, que já era celebrado havia mais de nove séculos, no dia de sua morte. O corpo de santa Ema da Saxônia, sem aquela mão de que se falou, repousa na catedral de Bremen, Alemanha.

fonte: paulinas


ORAÇÃO:

Nosso Senhor Jesus Cristo, peço-vos de todo meu coração, que como Santa Ema da Saxônia, eu saiba acolher a todo irmão, quer seja com o pão do corpo, quer seja com o pão espiritual. Que eu saiba dar valor aos tesouros Divinos e não aos bens materiais, que eu saiba que estes bens materiais é um empréstimo Vosso a mim e por isto devo dividi-lo com meus irmãos. 

Que assim seja.  

terça-feira, 26 de agosto de 2014

VIDA DE SANTA CLÁUDIA PRÓCULA


27-10


Em uma época politicamente efervescente, onde o pensamento masculino ditava as regras, Cláudia Prócula surge para fazer a diferença e posteriormente ser citada, ainda que sua palavra não tenha sido levada em conta a quem foi destinada. Mas essa mulher provou "que Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (1 Co 1: 27b).
Não temos muitos detalhes a respeito de sua vida, mas podemos observar, por suas atitudes, que ela possuía o temor do Senhor.     
Em certo livro apócrifo, escrito por alguém cognominado Nicodemos, encontra-se a descrição da esposa de Pôncio Pilatos, governador romano na Judéia, por ocasião da crucificação de Jesus Cristo; sendo neta do imperador Augusto. Este livro afirma que ela era prosélita do Judaísmo, ou convertida ao Judaísmo, pertencendo à classe alta de mulheres da época.        
Cláudia Prócula teve papel importantíssimo nos últimos dias de Jesus Cristo, mas ficou quase que completamente de fora dos evangelhos. Apenas o evangelho de Mateus fala sobre ela. Em Mateus 27:19, lemos:          
"E estando assentado no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele".                         
Deus se revela a ela, possivelmente num sonho marcante, e lhe mostra que o "Rabi da Galiléia" era um homem justo. A alma dela angustiou-se ao pensar qual o destino dado a Jesus de Nazaré.   




O QUE NOS DIZ A HISTÓRIA:

Cláudia Prócula , esposa do Procurador Romano da Judéia , Pôncio Pilatos , é cultuada pelas igrejas cismáticas grega e etíope como santa, sua festa ocorre no dia 27 de Outubro.

Cláudia Prócula era oriunda da Gália e adquiriu a cidadania romana, de pleno direito, ao contrair matrimônio com Pilatos.

Outros autores especulam que ela seria ligada à poderosa familia Claudia, da qual era descendente Tibério e que teria sido a responsável pela ascensão de Pilatos.
Cláudia Prócula seria neta do imperador Augusto e filha ilegítima de Cláudia , a terceira esposa do imperador Tibério .

Cláudia acompanhou Pilatos à Palestina, desde os primeiros momentos; algo que era vedado pela "Lex Oppia ".

Interessou-se pela religião judaica . Ouviu falar de Jesus e ficou interessada em sua doutrina , através das pregações de João Batista.

A tradição conta que foi o Centurião de Cafarnaum quem falou pela primeira vez de Jesus a ela.
Cláudia Prócula fez diversas gestões junto a Pilatos em favor do Profeta Jesus de Nazaré.

S. Mateus é  o único que relata os atos de Cláudia , mulher do Procurador da Judéia . Ela mandou dizer a Pilatos : "Não te imiscuas no caso desse justo, porque muito sofri hoje em sonhos por causa d'Ele.(Mt.27,19).

Os apócrifos afirmam que a resposta dos membros dos sinédrio a Pilatos sobre o sonho de Cláudia era - para eles - a confirmação de que Jesus era um mago. Nosso Senhor Jesus Cristo teria enviado uma mensagem em sonho a Cláudia, o que fez os membros do Sinédrio reforçarem a acusação de bruxaria contra ele.

Pilatos teria prometido a Cláudia que não condenaria Jesus.

Cláudia converteu-se ao cristianismo e colaborou com São Paulo em Roma e com os apóstolos na Palestina, segundo a tradição. Especula-se que a Cláudia mencionada na Epistola de Paulo a Timóteo seja Cláudia Prócula.

(II Tim., iv, 21)

A freira e vidente Anna Katerina Emmerick apresenta detalhes - a partir das suas visões místicas - sobre a participação de Cláudia Prócula no processo que envolveu a condenação de Jesus .


Santa Cláudia Prócula é santa da Igreja Ortodoxa e Copta, não encontrei orações a ela, mas foi uma mulher que acreditou em Deus,  Ele a escolheu para que em sonho soubesse que JESUS CRISTO era Seu Filho, o Messias. Depois do fato, ela converteu-se e cooperou com os cristãos, por isto considerei justo que todos saibam de sua história e para quem quiser se aprofundar, leiam:



Autora: Antoinette May

Editora: Sextante