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CIPRIANO NEM BRUXO NEM SANTO APENAS UM SERVO DE DEUS

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domingo, 17 de abril de 2011

VIDA E ORAÇÃO A SANTA JUSTINA



(7 DE OUTUBRO)


ORAÇÃO A SANTA JUSTINA E CIPRIANO O SERVO DO SENHOR

Saúdo Deus Todo Poderoso, criador de tudo e de todos seres viventes, Pai portanto de todos inclusive de todas as almas, sejam elas esclarecidas nas Santas verdades ou não, pois o Pai a todas criou, e espera que todas para ELE volte, eu Vos imploro a sua permissão para saudar e louvar o Seu Santo Filho Nosso Senhor Jesus Cristo e através de Jesus conseguir a proteção de Santa Justina, vossa serva que dedicou a sua vida a Jesus e através Dele, na força da fé que tinha, conseguiu vencer a toda a falange demoníaca que cercava Cipriano, e que através dele atuava, uma vez que ele se comprazia nisto.
Conseguindo mostrar a Cipriano que o verdadeiro poder está no AMOR, e em todas as virtudes que se originam deste nobre sentimento, e este imediatamente caindo em si repudiou os seres demoníacos, e voltou-se para a verdadeira caridade cristã.
A vós Santa Justina, que antes dos homens a proclamarem santa, tu já eras uma serva iluminada de Deus, uma irmã em Cristo, a vós eu peço em nome do Senhor Jesus com a permissão do Pai Eterno, que escutai as minhas preces.
Rogo a vós que se aparta de mim os seres demoníacos e todos aqueles que se comprazem na maldade, tentando desviar-me do meu caminho, tentando aguçar em mim sentimentos contrários ao Amor, tentando fazer com que eu veja irmãos inocentes como culpados, colocando-me uma venda nos olhos e tampando meus ouvidos para as boas palavras.
Sei que muito dos meus caminhos e companheiros da jornada terrena estão sendo influenciados por estes malefícios e que independentes do motivo que tenham surgido em minha vida ou na vida de meus companheiros de jornada, sejam afastados e retirados e entregues a Santa Lei do Pai Altíssimo, que melhor do que ninguém saberá julgá-los, pois eu não tenho esta autoridade e deste já os perdoo, pois sei que se hoje reconheço a força do Altíssimo através de seu Amor, também que no passado eu não era assim, deixando-me levar pelos meus erros, acreditando incentivado pelo meu orgulho que só eu tinha razão e força. E foi devido a isto que acabei dando oportunidade para estes infelizes das trevas.
Santa Justina não só me proteja deles como de mim mesmo, para que eu saiba reconhecer meus erros e as injustiças que cometi e que cometo no meu dia a dia, pois só assim encontrarei a paz e o caminho para o qual fui destinado nesta terra.
Neste instante me entrego totalmente e sem reservas a Jesus Cristo, e peço que como Cipriano, eu tenha a oportunidade de corrigir meus erros e tornar-me uma pessoa melhor, nada mais vos peço, porque sei que o Pai sabe das necessidades de seus filhos nesta terra e àqueles que a ELE se entregam tudo provêm, inclusive estou pronto para enfrentar todos aqueles que quiserem me dissuadir de meus propósitos, para isto evoco CIPRIANO O SERVO DO SENHOR para que eu tenha a força que ele teve.
Protegido e resguardado pelo Altíssimo, na fé de Jesus Cristo, e com proteção de Santa Justina e Cipriano o Servo do Senhor, sigo em paz o meu destino.

QUE ASSIM SEJA.


VIDA DE SANTA JUSTINA E CIPRIANO O SERVO DO SENHOR

É impossível falar da vida de Santa Justina sem falar da vida de Cipriano o Servo do Senhor.

No reinado de Décio (249-251) viveu em Antióquia (da Psidia) um certo filósofo e mago de renome, cujo nome era Cipriano.
Nascido de pais ímpios, na sua infância ele foi consagrado por eles ao serviço do deus pagão Apolo.

ENTREGUE AOS ESTUDOS DA MAGIA

Com sete anos de idade, foi entregue aos mágicos para o estudo da magia e da sabedoria demoníaca.
 Com dez anos de idade, ele foi enviado por seus pais, como numa preparação para a carreira de feiticeiro, para o Monte Olimpo, que os pagãos chamavam de morada dos deuses. Ali, havia uma multidão de vários ídolos, nos quais os demônios habitavam.

Nessa montanha, Cipriano estudou todos os tipos de artes diabólicas: ele dominou várias transformações demoníacas, aprendeu a mudar a natureza do ar, para trazer ventos, trovões e produzir chuva, perturbar as ondas do mar, causar danos aos jardins, vinhas e campos, a enviar doenças e pragas sobre o povo, e, em geral, ele aprendeu uma ruinosa sabedoria e atividade diabólica.

Neste lugar ele viu uma legião de demônios inumeráveis, com o príncipe das trevas à sua frente, alguns estavam diante dele, outros o serviam, outros ainda gritavam em louvor do seu príncipe, e alguns foram enviados para o mundo, a fim de corromper pessoas.

Ali também, ele viu em suas falsas formas os deuses e deusas pagãos, e também diversos fantasmas e espectros, a invocação que ele aprendeu em um rigoroso jejum de quarenta dias. Ele comia apenas após o pôr do sol, e não o pão ou qualquer outra coisa, mas só bolotas de carvalhos.

Quando ele tinha quinze anos, ele começou a receber lições de sete grandes feiticeiros, deles ele aprendeu muitos segredos demoníacos.

Então, ele foi para a cidade de Argos, onde, depois de ter servido à deusa Juno por um tempo, ele aprendeu muitas práticas das manobras de seus sacerdotes. Viveu também em Taurapolis (na ilha de Içara), no serviço da deusa Diana, e de lá ele foi para Esparta, onde ele aprendeu a chamar os mortos dos túmulos e forçá-los a falar por meio de vários encantamentos e feitiços.

Na idade de vinte anos, Cipriano chegou ao Egito, e na cidade de Memphis, ele aprendeu ainda maiores encantos e encantamentos. Em seu trigésimo ano ele foi para os caldeus, e tendo aprendido a astrologia lá, ele terminou seus estudos.

O Bruxo Cipriano em Antióquia

Depois disso, ele voltou a Antióquia, sendo perfeito em todos os malfeitos. Assim, ele tornou-se um feiticeiro, mágico, e destruidor de almas, um grande amigo e fiel servo do príncipe do inferno, com quem ele conversava face a face, sendo outorgado a receber grande honra dele, como ele próprio testemunhou.

"Acredite em mim", ele disse: "Eu vi o príncipe das trevas, pois propiciei-lhe por sacrifícios. Cumprimentei-o e falei com ele e os seus anciãos, ele gostava de mim, elogiou meu entendimento, e antes de todo mundo ele disse: Aqui está um novo Jambres, sempre pronto para a obediência e digno da comunhão com a gente!".

 E prometeu fazer de mim um príncipe depois da minha partida do corpo, e para o curso da vida terrena para me ajudar em tudo. E ele me deu uma legião de demônios para me servir.

Quando partiram, ele se dirigiu a mim com estas palavras:

“Coragem, fervoroso Cipriano; levante-se e acompanhe-me, deixe todos os antigos demônios maravilhar-se com você."

Por conseguinte, todos os seus príncipes estavam atentos para mim, vendo a honra que demonstrou a mim. A aparência externa do príncipe das trevas foi como uma flor. Sua cabeça foi coroada por uma coroa (não uma real, mas uma fantasma) feita de ouro e pedras brilhantes, como resultado do qual todo o espaço ao seu redor estava iluminado, e sua roupa era surpreendente.
Quando ele se voltava para um lado ou outro, todo lugar tremia, uma multidão de espíritos malignos de vários graus estava obedientemente em seu trono. “Entreguei-me totalmente a seu serviço naquela época, obedecendo a seu comando todos os dias.”

Assim relatou Cipriano o Servo do Senhor  a respeito de si mesmo depois de sua conversão.

Assim, é evidente que tipo de homem Cipriano era: como amigo dos demônios, ele participou em todas as suas obras, causando mal às pessoas e enganando-as.

Vivendo em Antióquia, fez com que muitas pessoas se voltassem à prática de todo o tipo de ação ilegal, ele matou muitos com venenos e magia, e abateu rapazes e moças como sacrifícios para os demônios. Ele instruiu muitos em sua magia ruinosa: a alguns ensinou a voar no ar, outros a navegar em barcos nas nuvens, outros ainda caminhar sobre a água. Por todos os pagãos era reverenciado e glorificado como um sacerdote e mais sábio servo de seus deuses vis. Muitos se voltaram para ele em suas necessidades, e ele ajudou-os por meio do poder demoníaco com o qual ele estava cheio: ele colaborou com alguns em seus adultérios, com outros no ódio, nas inimizades, na vingança, na inveja.

Já estava inteiramente nas profundezas do inferno e nas garras do diabo, ele era um filho do inferno, um participante da herança demoníaca e da sua perdição eterna.

 Mas o Senhor, que não deseja a morte do pecador, em sua bondade e sua misericórdia indizível que não é conquistada pelos pecados dos homens, se dignou a procurar este homem perdido, para tirar do abismo a que foi mergulhado na sujeira das profundezas do inferno, e salvá-lo, a fim de mostrar a todos os homens a sua misericórdia, porque não há pecado que possa apagar seu amor pela a humanidade.

Ele salvou Cipriano da perdição, da seguinte forma.

Conversão de Santa Justina

Vivia naquele tempo, em Antióquia, uma donzela, cujo nome era Justina.
Ela era filha de pais pagãos, seu pai era um sacerdote dos ídolos, por nome Edesius, e sua mãe chamava-se Cledonia.

Uma vez, sentada à janela de sua casa, esta donzela, que tinha então já atingido a feminilidade, por acaso, ouviu as palavras de salvação da boca de um diácono que estava passando, cujo nome era Praylius.

Ele falava de nosso Senhor Jesus Cristo ter se feito homem, nascido da mais pura Virgem, ter realizado muitos milagres, de como havia se dignado a sofrer por causa da nossa salvação, ressuscitado dentre os mortos com glória, subido aos céus, e se sentado à direita do Pai e reinando eternamente.

Essa pregação do diácono caiu em boa terra, no coração de Justina, e rapidamente começou a dar frutos, o desenraizamento nela dos espinhos da incredulidade.

Justina quis ser melhor e mais completamente instruída na fé deste diácono, mas ela não se atrevia a procurá-lo, sendo contida pelo pudor de uma donzela.

No entanto, ela secretamente foi à igreja de Cristo, e muitas vezes ouviu a palavra de Deus e com o Espírito Santo agindo em seu coração, ela passou a acreditar em Cristo.

Logo, ela convenceu a mãe disto também, e então resolveu levar para a fé seu pai também idoso.
Vendo a compreensão de sua filha e ouvindo as suas palavras sábias, Edesius refletia dentro de si mesmo, assim:

"Os ídolos são feitos pelas mãos dos homens e não têm nem a alma nem a respiração e, portanto, como eles podem ser deuses?"

Enquanto ele estava refletindo sobre isso, uma vez à noite ele viu durante o sono, pelo consentimento Divino, uma visão maravilhosa: ele viu uma grande multidão de anjos cheia de luz, e no meio deles estava o Salvador do mundo, Cristo, que disse a ele:

"Vinde a Mim, e Eu te darei o Reino dos Céus."

Após se levantar de manhã, Edesius foi com sua esposa e filha para o bispo cristão, cujo nome era Optato, implorando-lhe para instruí-los na fé de Cristo e realizar-lhes o santo Batismo.

Ao mesmo tempo, informou-lhe as palavras da filha e a visão angelical que tinha visto.

Ouvindo isto, o bispo alegrou-se com a sua conversão, e tendo os instruído na fé de Cristo, ele batizou Edesius, sua esposa Cledonia e Justina, sua filha, então deu-lhes a comunhão dos santos mistérios, deixando-os ir em paz.

Quando Edesius se tornou forte na fé de Cristo, o Bispo, vendo a piedade dele, fez dele um presbítero.

 Depois disso, viveu virtuosamente no temor de Deus por um ano e seis meses, e assim, Edesius, na fé santa, chegou ao final de sua vida.

Quanto a Justina, ela lutou bravamente na manutenção dos mandamentos de Deus, amando a Cristo Esposo, ela serviu-o com fervorosas orações, na virgindade e castidade, jejum e grande abstinência.

Mas o inimigo da raça humana, vendo uma vida assim, invejou suas virtudes e começou a fazer-lhe mal, causando vários infortúnios e tristezas.

Naquela época vivia em Antióquia, um jovem chamado Aglaias, filho de pais ricos e famosos. Ele vivia luxuriamente, dando-se inteiramente à vaidade do mundo. Uma vez, ele viu Justina quando ela estava indo à igreja, ele ficou impressionado com sua beleza.

O diabo incutiu intenções vergonhosas em seu coração. Sendo inflamado em sua sensualidade, Aglaias por todos os meios se esforçou para ganhar a boa disposição e amor de Justina, usou artifícios para trazer o cordeiro puro de Cristo à corrupção que ele havia planejado.
Ele observou todos os caminhos pelos quais a menina ia a pé, e decidiu conhecê-la, iria falar com palavras astuciosas, elogiando sua beleza e sua glorificação, mostrando seu amor por ela, ele se esforçou para trazê-la para a prostituição tecendo uma ardilosa rede de enganos.

A moça, porém, desviou-se dele e fugiu dele, desprezando-o e mesmo não desejando ouvir discursos enganosos e astúcia. Mas o jovem não esfriou em seu desejo por sua beleza, e enviou o seu pedido de que ela deveria concordar em ser sua esposa.

Ela, porém, respondeu-lhe: "Meu esposo é Cristo, a Ele sirvo, é por causa dele que eu preservo a minha pureza. Ele preserva tanto a minha alma e meu corpo de todas as impurezas”.

Ouvindo a resposta da donzela casta, Aglaias, sendo instigado pelo diabo, tornou-se ainda mais inflamado com essa paixão. Não sendo capaz de enganá-la, ele destinou-se a agarrá-la pela força.

Após conseguir a ajuda de alguns jovens tolos como ele mesmo, ele a esperou no caminho por onde ela andava normalmente à igreja para a oração, lá ele a encontrou e, aproveitou-se para arrastá-la à força para sua casa.
Mas ela começou a gritar alto, bater-lhe no rosto e cuspir nele.

Os vizinhos, ouvindo seus gritos, correram para fora de suas casas e tomaram o cordeiro imaculado, Santa Justina, das mãos da juventude irreverente, a partir das mandíbulas de um lobo.

 Os jovens espalhados desordenadamente, e Aglaias retornou com vergonha para sua casa.

Não sabendo mais o que fazer, ele decidiu, com o aumento do desejo impuro, em fazer um novo mal: ele foi ao grande mago Cipriano, o sacerdote dos ídolos, e informou-lhe sua tristeza, implorou sua ajuda, prometendo-lhe dar muito ouro e prata.

Tendo ouvido a Aglaias, Cipriano consolou-o, prometendo cumprir o seu desejo. "Eu demandarei nisso", disse ele, "a moça vai buscar o seu amor e sua paixão ainda mais forte do que você tem buscado o dela".

Tendo assim consolado o jovem, Cipriano deixou-o ir, cheio de esperança.
Então, tendo os livros de sua arte secreta, ele invocou um dos espíritos ímpios, que ele tinha certeza, poderia em breve inflamar o coração de Justina com a paixão pelo jovem Aglaias.

O demônio de boa vontade para cumprir essa promessa e orgulhosamente afirmou:

"Este ato não é difícil para mim, porque muitas vezes eu abalei cidades, desmoronei paredes, destruí casas, causei derramamento de sangue e parricídio, instilei o ódio e a ira entre irmãos e cônjuges, e trouxe para o pecado muitos que deram um voto de virgindade. Em monges que se instalaram nas montanhas e estavam acostumados a jejum rigoroso e nunca sequer pensaram em carne e osso, instilei luxúria adúltera e os instruiu para que servissem as paixões carnais, as pessoas que se arrependeram e se afastaram do pecado, eu converti de volta às maldades, muitas pessoas castas eu joguei em fornicação. Vou ser realmente incapaz de inclinar esta donzela ao amor de Aglaias? Na verdade, por que eu falo? Vou mostrar rapidamente os meus poderes em qualquer ação. Tome este pó (aqui ele deu-lhe um vaso cheio de alguma coisa) e dá a esse jovem, o deixe borrifar a casa de Justina com ele, e você verá que o que eu disse vai acontecer".

Dito isto, o demônio desapareceu. Chamou Cipriano Aglaias e enviou-o para borrifar a casa de Justina secretamente com o conteúdo do recipiente dado pelo demônio.

Tentações de Santa Justina

 Quando isto tinha sido feito, o demônio da fornicação entrou na casa com flechas ardentes de desejo carnal, a fim de ferir o coração da menina com a prostituição, e para inflamar a sua carne com desejo impuro.

Justina tinha o costume de a cada noite oferecer orações ao Senhor. E eis que, quando, segundo o costume, levantou-se na terceira hora da noite e estava orando a Deus, sentiu de repente uma agitação em seu corpo, uma tempestade de luxúria corporal e as chamas do fogo do inferno.

Em tal agitação e luta interior, ela permaneceu por muito tempo, o jovem Aglaias veio à sua mente e pensamentos vergonhosos surgiram em seu coração.

A donzela maravilhada tinha vergonha de si mesma, sentindo que seu sangue fervia como num caldeirão, agora ela pensava no que ela sempre desprezada como vil.

Mas, no seu bom senso Justina entendeu que essa batalha havia surgido em seu coração pelo diabo; imediatamente virou-se para a arma do sinal da cruz, apressou-se a Deus com fervorosa oração, e das profundezas do seu coração clamou a Cristo, seu Noivo:

"Ó Senhor, meu Deus, Jesus Cristo! Eis quantos inimigos se levantaram contra mim e têm preparado uma rede, a fim de me pegar e tirar a minha alma. Mas lembrei-me do teu nome no meio da noite e me rejubilo, agora, quando eles estão lutando contra mim, recorro a Ti e tenho esperanças que o meu inimigo não triunfará sobre mim. Porque tu sabes, ó Senhor meu Deus, que eu, tua escrava, tenho preservado a ti a pureza do meu corpo e tenho confiado a minha alma a ti. Preservai tua ovelha, ó bom pastor; não a dês para ser comida pelo monstro que tenta devorar-lhe, daí-me a vitória sobre o mau desejo da minha carne".

Tendo orado muito e com fervor, a Santa Virgem encheu o inimigo de vergonha pela derrota. Ao ser derrotado por sua oração, ele fugiu dela com vergonha, e novamente veio uma calma no corpo Justina e o coração, a chama do desejo foi extinta, a batalha cessou, o sangue a ferver foi acalmado.

Justina glorificou a Deus e cantou uma canção de vitória.

O demônio, por outro lado, voltou a Cipriano, com a triste notícia que ele nada tinha conseguido. Cipriano perguntou por que ele não tinha sido capaz de conquistar a moça.
O demônio, mesmo contra sua vontade, revelou a verdade:

"Eu não conseguia conquistá-la, porque eu vi sobre ela um certo sinal do qual eu tenho medo."

Então, Cipriano chamou um demônio ainda mais malicioso e enviou-o para tentar Justina.

Ele foi e fez muito mais do que o primeiro, caindo sobre a donzela com grande fúria. Mas ela tendo-se armada com a oração fervorosa, colocou-se num trabalho ainda mais poderoso: ela se vestiu com uma camisa de cabelo e mortificou sua carne com a abstinência e jejum, comendo apenas pão e água.

Tendo assim domesticado as paixões da sua carne, Justina conquistou o diabo e baniu-o de vergonha.

Ele como o primeiro, voltou a Cipriano, sem realizar qualquer coisa.

Então Cipriano chamou um dos príncipes dos demônios, informou-lhe sobre a fraqueza dos demônios que ele tinha enviado, que não poderia conquistar uma moça simples, e pediu a ajuda dele.

Esse príncipe dos demônios censurou severamente os outros demônios pela falta de habilidade deles nessa questão e pela incapacidade deles para despertar a paixão no coração da menina.

Após ter dado esperança a Cipriano, prometeu seduzir a moça por outros meios, ele assumiu a aparência de uma mulher e foi até Justina.

Ele começou a conversar com ela piedosamente, como se estivesse desejando seguir o exemplo de sua vida virtuosa e sua castidade. Conversando, dessa forma, ele perguntou a donzela que tipo de recompensa poderia haver para uma vida tão rigorosa e preservação da pureza.

Justina respondeu que a recompensa para aqueles que vivem em castidade é grande, além das palavras, e que é muito estranho que as pessoas não nos dizem respeito, pelo menos próprias para um tesouro tão grande como a pureza angelical.

Então o diabo, revelando sua falta de vergonha, começou com palavras astuciosas para tentá-la, dizendo:
 "Mas então, como poderia o mundo existir?
Como as pessoas iriam nascer?
Afinal, se Eva tinha preservado sua pureza, como é que a raça humana aumentaria?
No casamento, a verdade é uma coisa boa, que é estabelecido por Deus, a Sagrada Escritura também elogiá-lo, dizendo: "O matrimônio seja honrado entre todos, e o leito sem mácula (Hb 13:4)”.
E muitos santos de Deus também eles não entram em casamento, que Deus lhes deu como uma consolação, para que eles possam regozijar-se em seus filhos e louvar a Deus?"

Ouvindo essas palavras, Justina reconheceu o enganador astuto, o diabo, e mais hábil do que antes, o derrotou.

Sem continuar essa conversa, ela fugiu imediatamente para a defesa da Cruz do Senhor e colocando o seu sinal honroso na testa, seu coração voltou-se para Cristo, seu Esposo.

E o diabo imediatamente desapareceu com vergonha ainda maior que os dois primeiros demônios.
Em grande perturbação, o orgulhoso príncipe dos demônios voltou a Cipriano, que, descobrindo que ele não conseguiu fazer nada, disse-lhe:

"Pode ser que você mesmo, um príncipe poderoso e mais hábil do que os outros em questões como essa, não poderia conquistar a donzela? Quem, então, entre vocês pode fazer qualquer coisa com o coração dessa jovem invencível? Diga-me como que ela arma batalhas contra vocês, e como ela torna impotente teu poder potente?"

Sendo derrotado pelo poder de Deus, o Diabo sem querer admitiu:

"Nós não podemos contemplar o sinal da cruz, mas fugimos dele, porque ele nos castiga como o fogo e expulsa-nos longe."

Cipriano ficou indignado com o diabo porque ele o envergonhou, e repreendendo o demônio, ele disse:

"Esse é o teu poder que mesmo para uma fraca virgem perde!”

Então o diabo, desejando consolar Cipriano, tentou ainda outro compromisso: ele assumiu a forma de Justina e foi a Aglaias com a esperança de que, depois de ter levado para a Justina real, o jovem poderia satisfazer seu desejo e, portanto, não seria a fraqueza dos demônios revelada, nem seria Cipriano confundido.

 E eis que, quando o demônio foi até Aglaias sob a forma de Justina, o jovem pulou de alegria indescritível, correu para a donzela falsa, abraçou-a e começou a beijá-la, dizendo:

 "Como é bom que você veio para mim, justa Justina!”

Mas mal o jovem pronunciou a palavra "Justina" que o demônio desapareceu imediatamente, sendo incapaz de suportar até mesmo o nome de Justina.

O jovem ficou com muito medo e, correndo para Cipriano, disse-lhe o que tinha acontecido.

Então Cipriano por sua magia deu-lhe a forma de um pássaro e, depois de lhe permitir voar no ar, ele mandou para a casa de Justina, aconselhando-o a voar em seu quarto pela janela.

Sendo carregado por um demónio no ar, Aglaias voou sobre o telhado.
 Nesse momento Justina passou a olhar através da janela de seu quarto. Vendo-a, o demônio deixou Aglaias e fugiu.
Ao mesmo tempo, a aparência de pássaro de Aglaias também desapareceu, e o jovem, caiu.
Ele agarrou a borda do telhado com as mãos e, segurou-a pendurando-se ali, e se ele não tivesse sido descido até o chão com a oração de Santa Justina, o irreverente teria caído e morrido.
Assim, não tendo conseguido nada, o jovem retornou a Cipriano e disse-lhe de sua desgraça.
Vendo-se envergonhado, Cipriano ficou muito triste e pensou de ir a Justina, confiando no poder da sua magia.

Ele se transformou em um pássaro, mas ele não conseguiu ultrapassar a porta da casa de Justina, antes de sua falsa aparência desaparecer e voltou com tristeza.

Após isso, Cipriano começou a se vingar, e com a sua magia trouxe desgraças diversas sobre a casa de Justina e nas casas de todos os seus parentes, vizinhos e amigos, assim como uma vez o diabo fez com o Jó justo (Jó 1: 15-19, 02:07).

Ele matou os animais, ele derrubou os seus escravos com pragas e, dessa forma, ele trouxe a dor extrema.
Finalmente, ele abateu com a doença a própria Justina, de modo que ela se deitou na cama e sua mãe chorou sobre ela.
 Justina, porém, consolou a mãe com as palavras do Profeta David: ”Eu não morrerei, mas viverei, e vou contar as obras do Senhor” (Salmo 117:17).
Não só a Justina e seus parentes, mas também toda a cidade, por permissão de Deus, Cipriano trouxe infelicidade, como resultado de sua fúria indomável e sua grande vergonha.
Pragas apareceram nos animais e várias doenças entre os homens, e a propagação do boato, através da ação dos demônios, que o grande feiticeiro Cipriano ia punir a cidade por conta da oposição de Justina para com ele.

Em seguida, os mais honráveis cidadãos foram até Justina cheios de raiva e tentaram persuadi-la a não irritar Cipriano por mais tempo, e se tornar a esposa de Aglaias, a fim de escapar de ainda mais desgraças para toda a cidade por causa dela.

Mas ela acalmou-os dizendo que em breve todas as desgraças que tinham sido trazidas com a ajuda dos demônios de Cipriano cessariam. E assim aconteceu.

Quando Santa Justina orou fervorosamente a Deus, imediatamente todos os ataques demoníacos sumiram, todos foram curados das pragas e se recuperaram de suas doenças.
Quando essa mudança ocorreu, o povo de Cristo o glorificou e zombaram de Cipriano feiticeiro e de sua astúcia, e ele de vergonha não podia mostrar-se entre os homens e evitou reunir-se mesmo com amigos.


Conversão de Cipriano

Tendo-se convencido de que nada poderia derrotar o poder do sinal da cruz e do nome de Cristo, Cipriano voltou a si e disse ao diabo:

"Ó destruidor e enganador de tudo, fonte de toda impureza e corrupção! Agora eu descobri tua enfermidade.
 Porque, se você tem medo até da sombra da cruz e treme ao nome de Cristo, então o que você fará quando o próprio Cristo vier a você?
Se você não pode derrotar aqueles que assinalam-se com o sinal da cruz, em seguida, quem é que você vai arrancar das mãos de Cristo? Agora eu entendi o que é uma entidade não ter poder, você nem sequer é capaz de se vingar!
Ouvindo a você, um miserável, ter sido enganado, e eu acreditei seus truques.
 Afasta de mim, malditos! Para que eu deva implorar aos cristãos para que tenham piedade de mim. Devo apelar para as pessoas piedosas, que podem me afastar da perdição e que estou preocupado com a minha salvação. Afaste de mim, um anárquico, inimigo da verdade, o adversário e inimigo de todas as coisas boas!".
Tendo ouvido isso, o demônio se jogou sobre Cipriano, a fim de matá-lo e atacá-lo, ele começou a bater e estrangulá-lo.
Não encontrando defesa em qualquer lugar, e não sabendo como ajudar a si próprio de ser entregue nas mãos do feroz demônio, Cipriano, já quase não vivo, lembrou-se do sinal da cruz, pelo poder do qual se opôs Justina ao poder de todos os demônios, e clamou: Ó Deus de Justina, me ajude!”
Então, levantando a mão, ele fez o sinal da cruz, e o diabo imediatamente saltou para longe dele como uma flecha de um arco.

Ganhando coragem, Cipriano tornou-se mais ousado, e invocando o nome de Cristo, assinalou-se com o sinal da cruz e destemidamente repreendeu e amaldiçoou o demônio.

Quanto ao diabo, estando muito longe dele e não se atrevendo a aproximar-se com medo do sinal da cruz e do nome de Cristo, ele ameaçou Cipriano de todas as maneiras, dizendo:

"Cristo não vai retirá-lo de minhas mãos!"

 Em seguida, após longos e ferozes ataques sobre Cipriano, o demônio rugindo como um leão foi embora.

Então Cipriano pegou todos os seus livros de magia e foi até o bispo Cristão Anthimus.

 Caindo aos pés do bispo, ele pediu que tivesse misericórdia dele e desse-lhe o santo Batismo.

Sabendo que Cipriano foi um grande mago, temido por todos, o bispo achava que ele tinha chegado a ele com algum tipo de truque e, portanto, ele se recusou, dizendo:

"Você faz muito mal entre os pagãos, deixe os cristãos em paz, para que nenhum pereça."

Então, com lágrimas Cipriano confessou tudo ao Bispo e deu-lhe seus livros para serem queimados.

Vendo a sua humildade, o Bispo instruiu-lhe e ensinou-lhe a santa fé, e, em seguida, ordenou-lhe para se preparar para o Batismo, e seus livros Cipriano os queimaria diante de todos os cidadãos para que todos acreditassem.

Deixando o Bispo com um coração contrito, Cipriano chorou por seus pecados, polvilhado cinzas sobre a cabeça, e sinceramente arrependido, chamou o Deus verdadeiro para a limpeza de suas iniquidades.

Chegando no dia seguinte à igreja, ele ouviu a palavra de Deus com alegria e emoção, estando entre os cristãos.
 E quando o diácono comandou os catecúmenos para sair, declarando: "Vós catecúmenos afastai-vos", e as pessoas já estavam saindo, mas Cipriano não queria sair, dizendo ao diácono:

"Eu sou um escravo de Cristo, não me mande sair daqui."

 Mas, o diácono disse-lhe:

"Como você ainda não recebeu o santo Batismo, você deve sair da igreja."

Então, Cipriano respondeu:

 "Como Cristo meu Deus vive, e livrou-me do diabo, e tem preservado a donzela Justina pura, teve piedade de mim, você não vai me mandar para fora da igreja, até eu me tornar um completo cristão."
O diácono disse tudo o que se passou ao bispo, e o bispo, vendo o fervor de Cipriano e sua devoção à fé de Cristo, chamou-o e imediatamente o batizou em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Sabendo disso, Santa Justina deu graças a Deus, distribuiu muitas esmolas aos pobres, e fez uma oferta na igreja.

Cipriano o Servo do Senhor, Bispo

 E Cipriano, no oitavo dia após o seu batismo, foi feito um leitor pelo Bispo; no vigésimo dia seguinte ele foi feito subdiácono, e no trigésimo dia um diácono e, em um ano, ele foi ordenado sacerdote.

Cipriano mudou completamente sua vida, a cada dia, ele aumentou seus esforços, e constantemente chorando sobre sua vida anterior, ele aperfeiçoou-se e aumentando força a força.

Logo ele foi feito bispo, e neste posto, ele levou uma vida santa que se igualou a muitos grandes santos.
Ao mesmo tempo, ele cuidava zelosamente do rebanho de Cristo, que tinha sido confiado a ele.

Santa Justina fez-se uma diaconisa, e então lhe confiou um convento, tornando-a abadessa em relação às outras donzelas cristãs.
Por sua conduta e instrução converteu muitos pagãos adquirindo-os para a Igreja de Cristo.
Assim, a adoração dos ídolos começou a morrer naquela terra, e a glória de Cristo aumentou.

Martírio de Cipriano o Servo do Senhor e Santa Justina

Vendo a vida cristã de Cipriano, a sua preocupação com a fé de Cristo pela salvação das almas humanas, o diabo abriu os dentes contra ele e inspirou os pagãos para difamá-lo perante o governador da região oriental, dizendo que ele tinha envergonhado os deuses convertendo muitas pessoas para longe deles, e estava glorificando Cristo, que era hostil aos deuses pagãos.

E assim, muitos ímpios foram ao governador Eutolmius, que então regia essas regiões, e fez calúnias contra Cipriano e Justina, acusando-os, de serem hostis aos seus deuses e ao imperador e a todas as autoridades, dizendo que eles estavam perturbando as pessoas, enganando-as e conduzindo-as em seus passos, dispondo-as à adoração de Cristo crucificado.

Ao mesmo tempo em que pediam ao governador para dar Cipriano e Justina à morte por isso.

Tendo ouvido esse pedido, Eutolmius ordenou que Cipriano e Justina fossem colocados na prisão. Então, indo a Damasco, ele os levou com ele a fim de julgá-los.
E quando eles trouxeram os prisioneiros de Cristo, Cipriano e Justina, ele, perguntou a Cipriano:

"Por que você mudou a sua forma anterior gloriosa da vida, quando você era um servo de renome dos deuses e trouxe muitas pessoas para eles?"
Cipriano o Servo do Senhor contou ao governador como ele descobriu a fraqueza e o engano dos demônios e chegou a entender o poder de Cristo, o qual os demônios têm medo e diante do qual eles tremem, desaparecendo diante do sinal da preciosa cruz e da mesma forma, ele explicou o motivo de sua conversão a Cristo, por quem ele declarou sua vontade de morrer.

O torturador não aceitou as palavras de Cipriano em seu coração, mas ser incapaz de responder a eles, ordenou que Cipriano o Servo do Senhor fosse pendurado e seu corpo rasgado, e que Santa Justina fosse espancada na boca e nos olhos.

Durante todo o tempo do tempo que os atormentaram incessantemente confessaram a Cristo e suportaram tudo com gratidão.

 Em seguida, o torturador os prendeu e os exortou a voltarem à adoração de ídolos.

Como ele não foi capaz de convencê-los, ordenou que fossem jogados em um caldeirão, mas o caldeirão não causou qualquer dano, e glorificavam a Deus como se estivessem em algum lugar legal.

Vendo isso, um sacerdote dos ídolos, de nome Atanásio, disse: "Em nome do deus Esculápio, eu também mergulharei neste fogo e envergonharei esses feiticeiros." Mas mal tocou o fogo, ele morreu imediatamente.
Vendo isso, o torturador se assustou, e não desejando julgá-los mais, ele enviou os mártires ao governador Cláudio em Nicomédia, descrevendo tudo o que tinha acontecido com eles.

O governador condenou-os a ser decapitado pela espada. Quando eles foram trazidos para o local da execução, Cipriano o Servo do Senhor pediu um pouco de tempo para a oração, para que Justina pudesse ser executada primeiro, ele temia que Justina se assustasse com a visão de sua morte.

Mas ela curvou a cabeça alegremente sob a espada e partiu para seu Esposo, Cristo.

Vendo a morte desses inocentes mártires, um certo Theoctistus, que estava lá presente, sentindo muita pena deles e inflamando em seu coração para com Deus, caiu junto de São Cipriano, beijando-o, e declarou-se cristão.

Junto com Cipriano o Servo do Senhor, ele também foi imediatamente condenado a ser decapitado.

Assim, entregou sua alma às mãos de Deus, seus corpos, no entanto, ficaram por seis dias insepultos. Alguns dos estrangeiros que estavam lá secretamente os levaram a Roma, onde deu-lhes a uma certa mulher virtuosa e santa, cujo nome era Rufina, uma parente de Cláudio César.

 Ela enterrou com honra os corpos dos santos mártires de Cristo: Cipriano o Servo do Senhor, Justina e Theoctistus.

Em suas sepulturas muitas curas ocorreram para aqueles que lá rezavam a eles com fé.  Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João Latrão.

(O martírio deles ocorreu no final do terceiro século, segundo alguns, por volta do ano 268, mas, segundo outros, 304).

Relíquias de Cipriano o Servo do Senhor e Santa Justina, estão em Milão.

Por suas orações, o Senhor cure nossas aflições também de corpo e alma! Amém.

terça-feira, 12 de abril de 2011

VIDA E ORAÇÃO A SÃO PEDRO

SÃO PEDRO
(29 DE JUNHO)

ORAÇÃO A SÃO PEDRO 

São Pedro, a vossa fraqueza humana vos levou a negar por três vezes o bom Mestre; mas as vossas lágrimas de arrependimento vos alcançaram o perdão.

Ó grande santo, dai-me a graça de vencer as minhas fraquezas humanas e fazei que a vossa fé e o vosso amor para com Cristo sejam para mim estímulo que me leve a vos imitar.

E assim, imitando-vos na fé e no amor a Cristo, tenho a certeza de que, quando eu morrer, vós me haveis de receber de braços abertos na porta do reino dos céus.

Que assim seja.

VIDA DE SÃO PEDRO

São Pedro também chamado Simão Pedro ou Cephas (a rocha) foi o primeiro Papa, foi o príncipe dos apóstolos e o fundador, junto com São Paulo da Santa Sé de Roma. Pedro era um nativo de Bethsaida, perto do lago Tiberias, era filho de João, como seu irmão Santo André, trabalhava como pescador no Lago Genesareth. André (primeiro discípulo de Jesus) introduziu Pedro a Jesus e Jesus chamou Pedro para se tornar um de seus discípulos (Mt4:18-20 ;Mc1:16-18;Lc5:1-11 e Jo1:40-42).

Em Lucas é recontada a história de que Pedro, capturando imensa quantidade de peixes, ajoelhou-se diante de Jesus e o Senhor lhe disse: "Não tenhas medo por que de agora em diante serás pescador de homens" (5:10). Jesus também deu a Simão um novo nome, Cephas ou Rocha (daí Pedro, do grego Petros ou pedra). Tornando-se um discípulo de Jesus, Pedro o reconheceu com o "Messias, filho do Deus vivo” e Jesus respondeu dizendo, “e tu és Pedro e sobre esta pedra (ou rocha–em grego) Eu construirei a minha igreja e te darei as chaves do reino do céu. Tudo que juntares na terra ficará juntado no céu, e tudo que deixares solto na terra ficará solto no céu”.

Pedro sempre foi mencionado como o primeiro dos apóstolos em todas as passagens do Novo Testamento e um membro do circulo interno de Jesus com Tiago e João. Ele é mencionado, mais do que qualquer outro discípulo, e estava ao lado de Jesus na Transfiguração (Mt17;1-8) na cura da filha de Jairus e na agonia do Jardim das Oliveiras. Ele ajudou a organizar a última ceia e teve um papel relevante na Paixão. Quando o Mestre foi preso ele cortou com espada a orelha direita do escravo do Sumo Sacerdote Malchus.

Ele negou a Jesus três vezes, como havia predito Jesus, (Mt26:7.5) e depois chorou amargamente. Após a ressurreição, Pedro foi à tumba com outro discípulo (provavelmente João) logo após ter sido informado por uma das mulheres. A primeira aparição do Cristo Ressuscitado foi perante Pedro antes dos outros discípulos e quando o Senhor apareceu diante dos discípulos em Tiverias, deu a Pedro o famoso comando: “alimente meu rebanho.... cuide do meu rebanho.... alimente o meu rebanho".

Varias vezes imediatamente após a Ressurreição, Pedro é inquestionavelmente o líder dos apóstolos. Sua posição ficou ainda mais evidente quando ele indicou o substituto de Judas Iscariot e foi o primeiro a falar para as multidões que se juntaram após a descida do Espirito Santo no Pentecostes. Foi o primeiro apóstolo a fazer milagres em nome do Senhor e o primeiro a fazer julgamento após a decepção de Ananias e Sapphira. Pedro foi o instrumento para trazer o evangelho a todos. Batizando o pagão romano Cornélius, e dando no Consilho de Jerusalém o sua orientação para que a Nova Igreja convertesse a todos e se tornasse universal. Esta é a grande mensagem de Pedro: a igreja de Jesus é universal!

Preso pelo rei Herodes Agrippa, ele foi ajudado a escapar por um anjo.

Ele continuou os seu apostolado em Jerusalém e seus esforços missionários inclusive viagens a cidades pagãs como Antioch, Corinto e eventualmente Roma. Ele fez referencia a Cidade Eterna na sua primeira Epístola (5:13) fazendo notar que ele estava escrevendo da Babilônia (nome dado a Roma pelos primeiros cristãos).

É certo que Pedro morreu em Roma e que seu martírio ocorreu no reinado do Imperador Nero, provavelmente em 64 DC. Testemunhos do seu martírio são extensos inclusive os de Origines, Eusébio da Cesárea, São Clemente de Roma e São Irineu. De acordo com a tradição Pedro foi crucificado de cabeça para baixo porque declarou não ter o mérito de ser morto da mesma maneira que o seu Mestre.

Ele teria sido sepultado em Roma na Colina onde é hoje o Vaticano, e escavações sob a Basílica de São Pedro teriam encontrado sua tumba, suas relíquias estão debaixo do altar de São Pedro. Desde os primeiros anos da Igreja, Pedro é reconhecido com o Príncipe dos Apóstolos e o Primeiro Sumo Pontífice. Assim teve uma posição de supremacia sobre toda a Igreja Católica. Enquanto a festa de São Pedro é celebrada no dia 29 de junho, ele também é honrado no dia 22 de fevereiro e no dia 18 de novembro.

No dia 22 de fevereiro se comemora a Cátedra de São Pedro porque no passado a Cátedra era lembrada na Antióquia no dia 22 de fevereiro e em Roma no dia 18 de janeiro. Mais tarde foi unificada no dia 22 de fevereiro. O dia 22 de fevereiro foi escolhido por que é a mesma data citada no livro "Dispositio martyrium”.

No dia 18 de Novembro é comemorada a consagração da Basílica de São Pedro construída pelo Papa Silvestre em 314 dC.

Na arte litúrgica da Igreja, São Pedro é mostrado como um velho homem segurando uma chave e um livro. Seus símbolos são: uma cruz invertida, um barco (barco de Jesus) e um galo (tripla negação de Jesus).

Pesquisando um pouco mais sobre São Pedro verificamos que ele tinha uma esposa e que ele viveu em Capharnaum, com a sua sogra (a sua esposa não é mencionada) na casa dela, (Mateus 8:14;Lucas 4:38) mais ou menos no início da pregação de Jesus nos anos 26-28 DC. Assim é de se supor que Pedro foi casado durante algum tempo.

De acordo com Clemente de Alexandria (Stromata III, vi) Pedro teve filhos. Clemente também escreveu que conforme a tradição a sua esposa teria sido também martirizada (ibid, VII, xi). Alguns autores acham que a Santa Aurélia Petronilla seria filha de São Pedro, mas para outros estudiosos ela seria uma servente, que trabalhava com São Pedro e era uma das várias convertidas por ele, seria a sua "filha espiritual". Parece ter sido parente de Santa Domitila e foi curada da paralisia por São Pedro.

Eusébio, um dos maiores dos estudiosos da bíblia aceitou esses itens de Clemente (cf.Hist.Eccl. III, xxxi). O resto da literatura cristã é silenciosa a respeito da esposa de Pedro.

Sua festa é celebrada no dia 29 de junho.

domingo, 10 de abril de 2011

VIDA E ORAÇÃO A SANTA AGNES OU SANTA INES DE MONTEPULCIANO

                                 
(20 DE ABRIL)

Ela nasceu em Gracchiano-Vecchio, Toscana, Itália em 1268. Agnes era muito simples e algumas das mais conhecidas lendas aconteceram em sua infância. A  começar pelo seu nascimento quando sua casa foi cercada por muitas luzes em um tempo onde não havia luz elétrica. Em sua infância ela foi especialmente marcada por dedicação a Deus: ela passava horas recitando o Padre Nosso e Ave Maria no canto de seu quarto. Quando atingiu seis anos ela já pedia aos seus pais que queria entrar em um convento. Quando eles disseram a ela que era muito jovem, implorou que eles mudassem para Montepulciano de modo que ela pudesse fazer visitas mais freqüentes ao convento de lá.

Por causa da instabilidade política, seu pai estava com receio de mudar de um lugar seguro, mas permitiu que ela visitasse com mais freqüência as freiras.

Em uma de suas visitas um evento ocorreu que todos os autores dizem que teria sido profético. Agnes estava em Montepulciano com sua mãe e com uma mulher da casa, quando elas passaram por uma colina onde havia um bordel, um bando de corvos voando baixo, atacaram a garota. Bicando eles conseguiram arranhar a menina antes que as mulheres pudessem afastá-los. Surpresas com o ataque, mas seguras de si elas disseram, o ataque devia ser coisa do demônio que ressentia a pureza da pequena Agnes a qual um dia os afastaria daquela colina. Como de fato anos mais tarde, Agnes construiu um convento na mesma colina. Quando ela atingiu nove anos ela insistiu que havia chegado o tempo e entrou para o Convento Del Sacco. Ela foi permitida a ir com um grupo de Franciscanas em Montepulciano os quais vestiam o máximo em simplicidade. A sua roupa era feita na forma de um saco, daí o nome de “freiras do saco”. A rica menina de Segni não ficou nem um pouco preocupada com a crua simplicidade das vestes. Sua formação religiosa foi entregue a experiente irmã Margarete e Agnes logo surpreendeu a todos pelo seu excepcional progresso. Por cinco anos ela teve uma paz completa que ela jamais voltaria a ter. Aos 14 anos foi indicada como auxiliar da tesoureira e nunca mais ficou sem sentir alguma responsabilidade pelos outros.

Durante algum tempo Agnes alcançou um alto degrau de contemplação e foi abençoada com varias visões. Uma das mais lindas foi a da ocasião da Visita da Virgem. Nossa Senhora veio com o Divino Infante em seus braços e permitiu que Agnes o tocasse e o segurasse. Como não quisesse soltá-lo, quando a Virgem foi de novo segurá-lo, ela não O soltou, e assim ela acordou de seu êxtase e a Virgem e Jesus haviam partido, mas Agnes estava agarrada a um lindo crucifixo de ouro. Ela passou a usá-lo com uma corrente em seu pescoço e o guardou por toda sua vida como um tesouro precioso.

Em outra feita Nossa Senhora deu a ela três pequenas pedras, e disse que ela deveria construir  um convento com elas algum dia. Agnes respondeu que não estava indo a lugar algum naquele momento, mas a Virgem disse a ela para guardar as pedras, três em honra da Santíssima Trindade que um dia iria precisar delas.

Algum tempo depois um novo convento Franciscano abriu em Procena, perto de Orvieto e as irmãs pediram as freiras de Montepulciano que enviassem uma madre superiora. Irmã Margarete foi selecionada, mas estipulou que Agnes deveria ir com ela para ajudar na fundação da nova comunidade. Ali  Agnes serviu como “dona de casa” uma grande responsabilidade para uma jovem de 14 anos. Logo muitas outras jovens entraram para o Convento de Procena simplesmente porque  sabiam que Agnes estava lá.

Para preocupação de Agnes ela foi escolhida como Abadessa. Como ela só tinha 15 anos, uma dispensa especial seria necessária. Diz a tradição que o Papa Nicholas IV teve uma visão para permitir que ela tomasse o Ofício. No dia que ela foi consagrada Abadessa, uma chuva de cruzes bancas flutuavam dentro da capela e em volta das pessoas. Parecia ser uma comemoração celestial a uma situação bastante extraordinária. Uma menina sendo consagrada Abadessa!

Por 20 anos Agnes viveu em Procena. Ela era uma Superiora cuidadosa e algumas vezes fazia milagres para aumentar o suprimento de pão quando este estava pouco no Convento. Ela orava a e despensa milagrosamente ficava repleta de pão. A disciplina da irmã era legendária. Ela viveu de pão e água por 15 anos. Dormia no chão, com uma pedra como travesseiro. É dito, que em suas visões, os anjos traziam a sua Sagrada Comunhão.

É dito também que quando ela se ajoelhava para orar, os lírios ou rosas por perto desabrochavam imediatamente.

Quando suas visões de Cristo, Nossa Senhora e anjos ficaram conhecidos; os cidadãos de Montepulciano a chamaram de volta para uma pequena estadia. Ela foi sem muita vontade, porque não gostava de deixar sua clausura. Mas logo que chegou ficou sabendo que eles haviam a chamado para construir um novo convento. Uma visão disse a ela para deixar os franciscanos e que ela seria no futuro uma Dominicana. Em 1306 Agnes retornou a Montepulciano e iniciou a construção  do convento no local do antigo bordel. Tudo que ela tinha eram as três pedras dadas a ela pela Virgem Maria e Agnes que tinha sido tesoureira, sabia um pouco sobre o que fazer. Após uma discussão com os habitantes da colina onde ela queria a fundação, a terra foi finalmente obtida e o Prior servita colocou a primeira pedra. Agnes terminou a construção do Convento e da Igreja que se chama Santa Maria Novella, bem antes do tempo normal e com várias aspirantes a conseguir  vagas no novo Convento.

Agnes estava convencida que a nova comunidade precisava ser ancorada em uma Constituição ou Regras bem estabelecidas para obter de Roma a licença permanente. Ela explicou que as Regras deveriam ser Dominicanas. O novo Convento foi aprovado e ela foi indicada como Abadessa e os Dominicanos concordaram em providenciar os capelões e as diretrizes para a nova comunidade.

Com a idade de 49 anos a saúde de Agnes começava a decair rapidamente. Santa Agnes veio a falecer  logo depois, em 20 de abril de 1317, e disse às irmãs que estavam com ela: “Vocês descobrirão que eu não as abandonarei. Eu estarei contigo para sempre”.

Ela foi enterrada em Montepulciano e seu túmulo  logo se tornou local  de peregrinação e vários milagres ocorreram junto de sua tumba. Por isso  sua tumba foi aberta para que o seu corpo fosse trasladado para uma igreja Dominicana e verificaram que seu corpo estava incorrupto. Ela passou a ser guardada em um Santuário na Capela do Convento.

Uma das mais famosas peregrinas  a visitar seu Santuário foi Santa Catarina de Siena, que foi para venerar a santa e também visitar uma sobrinha de nome Eugenia que era freira no convento. Quando ela se inclinou para beijar os pés de Agnes, ficou maravilhada ao ver que Agnes levantava o seu pé suavemente de encontro aos lábios de Catarina.

Em 1435 seu corpo incorrupto foi levado para um lindo Santuário em uma igreja Dominicana em Orvieto onde está até hoje. O Papa São Clemente VIII aprovou um Oficio para uso na Ordem de São Domingos e inseriu seu nome na Martirologia Romana. Ela foi canonizada pelo Papa Bendito XIII em 1726.

Na arte litúrgica da Igreja ela é representada com uma Abadessa Dominicana (hábito branco–manto preto) com uma ovelha, um lírio e um livro; ou olhando a cruz com um lírio a seus pés; ou com a Virgem e Jesus; ou com os doentes sendo curados em sua tumba; ou com Santa Catarina de Siena.

Ela é padroeira de Montepulciano.

Sua festa é celebrada no dia 20 de abril.

ORAÇÃO A SANTA AGNES OU SANTA INÊS DE MONTEPULCIANO

Santa Inês, exemplo de humildade, caridade, vigilância, vida de intensa oração, abençoai-me e olhai para mim.
Pois vos olho como a uma mãe misericordiosa, que intercederá junto a Deus por mim e minha família, já que necessitamos de tantas virtudes e graças.
Que esta fome de Deus em nós seja saciada, que a perseverança na oração, conceda-nos tudo o que nosso coração tanto deseja e precisa.
Concedei-nos a vossa fé, vossa beleza interior, o vosso amor.
Que assim seja.