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CIPRIANO NEM BRUXO NEM SANTO APENAS UM SERVO DE DEUS

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sábado, 14 de agosto de 2010

VIDA E ORAÇÃO A SANTA EFIGÊNIA

SANTA EFIGÊNIA

(21 DE SETEMBRO)

ORAÇÃO A SANTA EFIGÊNIA (1)

Ó gloriosa santa Efigênia eis-no aos pés de vosso altar cheios da mais sincera confiança.
Vós que sois o amparo dos aflitos, atendei as súplicas que humildemente vos dirigimos - queremos Ter uma fé viva uma esperança firme e uma caridade ardente é nosso insaciável desejo estender o reino de Cristo nas almas a fim de que ele seja o único rei de nossos corações.
Convertei os pecadores endurecidos; salvai os que estão nas trevas do pecado; dai-nos a pureza de vida e socorrei-nos em nossas necessidades.
Se for da vontade divina dai-nos a graça que hora humildemente suplicamos.

Que Assim Seja.

ORAÇÃO A SANTA EFIGÊNIA (2)

Ó Virgem Santa Efigênia, nós vos imploramos que ilumineis nosso espírito e esclareçais nossa razão, guieis nossos passos e abençoais nossos esforços, derrameis sobre nós toda ternura de vossa alma luminosa e santa, para que sejam purificados nossos sofrimentos.
Intercedei por nós junto ao Divino Cordeiro, e guiai-nos neste caminho espinhoso da vida, para que possamos, como vós ajudados com o auxílio da divina graça, vencer os embustes do inimigo infernal e gozar convosco a bem-aventurança eterna do céu.

Que Assim Seja. 

VIDA DE SANTA EFIGÊNIA

Efigênia e Efrônio eram filhos de Égipo e Eufenisa, Reis da Noba, um dos pequenos reinos da antiga Etiópia. 
O nome Efigênia significa em grego "Nascida Forte".
Os Carmelitas dizem-se descendentes dos Israelitas que viviam em comunidade no Monte Carmelo. Desde o tempo do Profeta Elias. Quando aceitaram o Evangelho acompanhavam os Apóstolos, incentivando os primeiros cristãos a viver como eles. Eis porque Santa Ifigênia veste hábito carmelita em suas representações.
Efigênia aderiu a fé assim que São Mateus começou a pregar em Noba. Nessa época surgiu uma terrível peste e os sacerdotes da antiga religião convenceram o rei a sacrificar a princesa, para aplacar a ira dos deuses e salvas o povo da peste. Efigênia foi, então, atada sobre a fogueira. Logo que o fogo foi aceso, clamou pelo nome de Jesus. Apareceu-lhe um anjo que a salvou das chamas e a levou ao palácio real, junto a sua mãe.
Neste mesmo dia, o príncipe Efrônio, seu irmão adoeceu gravemente. E, apesar dos esforços dos sacerdotes Magos, veio a falecer. O imperador Égipo permitiu que São Mateus viesse visitar o seu filho. São Mateus chamado por Efigênia impôs suas mãos sobre Efrônio restituiu-lhe a vida curando-o da peste mortal, e em seguida evangelizou e batizou toda a família. Então o imperador permitiu que o Evangelho fosse pregado na Etiópia. A virtuosa Efigênia tornou-se colaboradora do Apóstolo, decidindo consagrar sua virgindade a Deus. Mais tarde foi morar com outras jovens em uma casa construída pelo pai.
Essa comunidade chegou a possuir 200 religiosas, lideradas por Efigênia.
Falecendo Égipo, seu Hirtaco prendeu Efrônio, usurpando o trono. Começou, assim, a perseguir todos os cristãos e exigiu que a sobrinha dissolvesse a comunidade e se casasse com ele. Defendeu-a  São Mateus, e por isso foi morto a mando do tirano.
Vendo que Efigênia ainda resistia ao seu desejo, o indigno rei pôs fogo em sua casa. Quando as chamas cercavam toda a casa, Efigênia e as companheiras invocaram o nome de Jesus. Na mesma hora o fogo se apagou e o palácio real começou a arder, destruindo tudo.
Diante de mais esse sinal da Providência Divina, o povo revoltou-se contra Hirtaco, quem fugiu. Em seguida, libertou Efrônio, o legítimo herdeiro, fazendo-o assumir o poder. Teve início, então, um governo orientado e estruturado nos princípios evangélicos da Justiça e do Direito. O Rei contava com os sábios conselhos da veneranda irmã.
Efigênia morreu bem idosa, vendo o Evangelho espalhar-se pelos reinos vizinhos. Perto de Noba havia um reino chamado Abissínia. Seu rei era Elesbão, que também se converteu a fé Cristã.
O duplo triunfo sobre a voracidade das chamas fez de Santa Efigênia ADVOGADA CONTRA INCÊNDIOS E PROTETORA DA MORADIA. Sendo muito ligada a São Mateus, a quem deve sua conversão, Santa Efigênia tem a sua festa celebrada aos 21 de Setembro, um dia depois da festa de São Mateus. Esta devoção começou entre os Carmelitas de Cádiz, na Andaluzia. Dessa região espanhola passou a Portugal e de lá ao Brasil. Por ser africana, Santa Efigênia logo despertou a atenção e o amor do sofrido povo negro, que começou a receber abundantes graças, por sua poderosa intercessão.
Possa o exemplo e testemunho dessa primeira Santa africana incentivar, entre nós, um conhecimento mais profundo da pessoa e da mensagem de Jesus que para nós, seus discípulos, é, foi e será para sempre, CAMINHO, VERDADE, E VIDA.


Imitando o exemplo de Santa Efigênia, Saibamos invocar o santo nome de Jesus em nossas dificuldades. Ela se colocará ao nosso lado para orar conosco a Deus.

VIDA E ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE PAULA



(2 DE ABRIL)

ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE PAULA (1)

Ó são Francisco de Paula, que vos distinguistes na Igreja pelo grande espírito de penitência, e em vida convertestes tantos pecadores com vossa palavra, socorrestes tantos necessitados com os vossos prodígios, alcançai-nos também aversão aos vícios e verdadeira contrição dos nossos pecados.

Vós que fizestes tudo por caridade, pela caridade reconciliastes tantos homens fazendo-os abandonar o ódio e a inimizade, concedei a paz a cada um de nós, às nossas famílias e ao mundo inteiro, e fazei que também nós, seguindo vosso exemplo, nos amemos uns aos outros como irmãos e amemos a Deus sobre todas as coisas.


Que Assim Seja.

ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE PAULA (2)

Ó glorioso São Francisco de Paula que tanto vos aprofundastes na humildade, único alicerce de todas as virtudes, alcançando através dela um grande prestígio junto de Deus, a tal ponto de jamais lhe terdes pedido graça alguma que prontamente não vos fosse concedida.

Aqui venho aos vossos pés para suplicar-vos extinga do meu coração todo afeto de soberba e vaidade e em seu lugar floresçam os preciosos frutos da humildade para que possa ser verdadeiro devoto e imitador vosso e merecer o grande patrocínio que de vossa eficaz intercessão espero e rogo me alcance de Deus a graça de que tanto necessito não sendo contra a vontade do Altíssimo.

Que Assim Seja.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

VIDA DE SÃO FRANCISCO DE PAULA

São Francisco nasceu em Paula, na Calábria em 1416. Seus pais eram devotos de São Francisco de Assis e a ele pediram ajuda para ter filhos. O mais velho de seus três filhos recebeu o nome de Francisco em homenagem ao santo.

Ainda bebê, Francisco adoeceu e perdeu a visão de um dos olhos; mais uma vez seus pais recorreram a São Francisco de Assis e prometeram que, se o menino curasse, ele iria passar um ano em um convento de sua ordem. A criança foi curada imediatamente. Desde cedo Francisco dava sinais de santidade e, ao treze anos, entrou em um convento Franciscano para cumprir a promessa de seus pais.

No convento ele aprendeu o amor pela oração e pela mortificação, a humildade e a obediência. Passado um ano, ele foi peregrinar por Assis, Roma e outras cidades de devoção juntamente com seus pais. De volta a Paula, ele se retirou para um lugar retirado na propriedade de seu pai para viver em solidão e depois encontrou uma caverna próxima do mar onde foi viver como ermitão por seis anos, dedicado à oração e à mortificação.

Em 1435, dois companheiros se juntaram a ele no retiro e para acomodá-los Francisco construiu três celas e uma capela. O número de discípulos aumentava e, em torno de 1454, o Arcebispo de Cosenza permitiu a construção de um mosteiro e de uma igreja. A regra de vida adotada por São Francisco e seus religiosos caracterizava-se por uma extraordinária severidade. Eles observavam eterna abstinência e viviam em extrema pobreza. A marca da ordem era a humildade e São Francisco conseguiu da Santa Sé permissão para fundar a ordem. Em 1474, Sixtus IV lhe deu permissão para escrever a regra da comunidade e para assumir o título de Eremitas de São Francisco; essa regra foi formalmente aprovada por Alexandre VI, que mudou o nome da ordem para Mínimos. Depois da aprovação da ordem, São Francisco fundou mosteiros na Calábria e na Sicília. Estabeleceu ainda um convento para freiras e uma terceira ordem para os leigos, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis.

Ele tinha o dom da profecia e previu a captura de Otranto pelos turcos em 1480 e a sua recuperação pelo rei de Nápoles.

Quando Luis XI, rei da França, adoeceu, ele enviou uma comitiva para a Calábria com o objetivo de levar o santo à França para curar o rei com um milagre. Foi preciso intervenção papal para São Francisco ir mas, ao invés de curá-lo, preparou-o para aceitar seu destino e morrer. Carlos VIII, sucessor do rei, admirava muito o santo e durante seu reinado manteve-o próximo à corte e freqüentemente o consultava. Ele construiu um mosteiro para os Mínimos em Plessis-les-Tours e um em Roma, no Monte Pinciano. Luis XII, que sucedeu o Rei Carlos em 1498, tinha o mesmo apreço por São Francisco e não permitiu sua volta à Itália, temeroso de perder seus conselhos e direcionamento.

Os últimos três meses da vida de São Francisco se passaram em total solidão, como preparação para a morte. Na Quinta-feira Santa ele reuniu a comunidade e os exortou a ter caridade mútua e a manter o rigor da vida, especialmente a abstinência perpétua. No dia seguinte, 2 de abril, Sexta-feira da Paixão, ele deu as últimas instruções e designou um vigário-geral. Recebeu os últimos sacramentos e pediu para que lessem a Paixão segundo São João. Ele morreu durante a leitura.

Leão X canonizou São Francisco de 1519. Em 1562, os Huguenotes abriram sua tumba e encontraram o seu corpo incorrupto. Eles arrastaram e queimaram o corpo, mas alguns de seus ossos foram preservados pelos católicos e guardados nas várias igrejas da ordem.

A Ordem dos Mínimos não foi muito extensa, mas tinha casas em muitos países. A regra definitiva foi aprovada em 1506 por Julio II, que também aprovou a regra das freiras da ordem.

Como muitos dos milagres de São Francisco de Paula estão relacionados com o mar, ele foi declarado patrono dos marinheiros em 1943.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

VIDA E ORAÇÃO A SANTA EDWIGES

SANTA EDWIGES
(16 DE OUTUBRO)


ORAÇÃO A SANTA EDWIGES

Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, e no céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente necessito (fazer o pedido).

Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna.

Santa Edwiges, rogai por nós.

Que Assim Seja.

VIDA DE SANTA EDWIGES

Nasceu em uma região na Europa Central chamada Silésia, entre Alemanha Oriental e Polônia, no século XVI, ano de 1174. Filha de Bertoldo de Andech, Marquês de Meran e Conde do Tirol e de Inês, filha do Conde de Rottech, família muito numerosa e dotada de grandes riquezas e poderes. Edwiges foi criada com carinho, conforto e uma boa base religiosa.

Aos seis anos foi internada no Mosteiro de Kicing, onde recebeu uma rígida educação, aprendeu as Sagradas Escrituras e foi preparada para vida.
Ao completar doze anos, seu pai arranjou-lhe um noivo chamado Henrique, Duque da Silésia, mais tarde Duque da Polônia. Seu encantamento foi grande ao conhecer sua Noiva dotada de grande beleza interior.

Seu casamento aconteceu no ano de 1186, com a presença de nobres famílias, este acontecimento marcou a época, com longas comemorações de grande estilo. No final, Edwiges parte com seu marido, tornando-se a grande Duquesa da Silésia e da Polônia.
Em seu novo lar, ela assumiu seu papel de dona de casa, e em pouco tempo conquistou todos os que estavam sobre suas ordens através da forma carinhosa de tratá-los. Transformou seu lar num grande templo de Deus, onde era respeitada e amada por todos. Aos treze anos foi mãe pela primeira vez, trazendo felicidade e luz, com o passar do tempo sua família cresceu ainda mais, ficando com o total de seis filhos. Alguns anos passaram, e por razões de rivalidades, ocorreram grandes conflitos no seio de sua família. Infelizmente por causa destas contendas a Duquesa Edwiges derramou muitas lágrimas.

Apesar de todo sofrimento ela encontrou na sua fé em Deus, forças para consolar parentes seus mais próximos. Com o passar do tempo Edwiges desapegou-se das coisas materiais e foi morar com seus amigos nas dependências do Mosteiro.
Seu marido tinha construído o Mosteiro de Trebnitz, e após sua morte, Edwiges continuou sua obra com dedicação.

Edwiges dedicou inteiramente sua vida aos pobres, doentes e aos trabalhos monásticos. Foi a personificação da humildade, amor, solidariedade, caridade e fé! Era fiel a todas as regras monásticas, mas não fez os votos religiosos! Pois queria beneficiar, pessoalmente e melhor, seus irmãos com suas riquezas.
Ela possuía virtudes de grande nobreza celestial! E as punha em prática sempre nos momentos conturbados em que conservava sua serenidade e paciência. Sua vida foi bastante austera, com penitências e jejuns. Sua vida era uma grande oração, pois seguia os exemplos dos Santos de sua Igreja. Quando Edwiges se recolhia para orar entrava num estado de graça que a fazia levitar, e certa vez foi flagrada por um Ministro de nome Boguslau que ficou deslumbrado com o quadro angelical que vira.

Sua missão na terra, com seus irmãos carentes de pão material e espiritual, consumiu inteiramente sua vida; pois ela renunciou a tudo para seguir os ensinamentos de Deus!

Certo dia Edwiges recebeu uma nobre visita de uma senhora chamada Myleísa, e passaram muito tempo a conversar. Quando chegou a hora da despedida Edwiges queria beijá-la pela última vez, pois já previa sua ida para a eternidade.

Quando se aproximava o momento de sua enfermidade, ela avisou a todos do seu convívio, chamou seu confessor Frei Mateus para ministrar o Sacramento da Unção dos Enfermos.


Foram dias de preparação para o dia de sua partida, com dias de muitas orações. Edwiges recebeu visitas de muitos Santos, foram momentos de graça e luz para todos, e finalmente no dia 15 de Outubro de 1243 ela caminhou rumo ao Pai Celestial.
Após sua morte milhares de pessoas conseguiram muitas graças por sua intercessão, e foram feitos longos estudos de sua vida e finalmente ela foi canonizada numa Missa solene no dia 15 de Outubro de 1267. Podendo ser chamada de Santa Edwiges “Protetora dos Endividados”.